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Sobre Dr. Eduardo Corassa

Nutricionista clínico formado pela Universidade Veiga de Almeida, com ênfase em dietas cruas e vegetarianas, dentro do modelo de saúde chamado Higienismo (Natural Hygiene). Idealizador da empresa Saúde Frugal é autor de sete livros, 4 cursos onlines, Youtuber, culinarista, palestrante internacional e ministrante de retiros de imersão.

Formado em Letras, especializado em Higiene Natural pela University of Natural Health. Tema de entrevistas por programas como Globo Repórter, Sem Censura, Câmera Record, com matérias e colunas publicadas por diversas revistas.

Vasta experiência como palestrante com passagem no TEDx talks Brasil, eventos de nutrição e área da saúde, faculdades, lecionando em pós graduação, entre outros. Estudou crudivorismo e jejum no exterior com os principais líderes crudívoros e higienistas do mundo no Brasil e no exterior em diversas ocasiões. 

 

 

Eduardo Corassa

Youtuber, com mais de 185 mil seguidores, com 4 documentários longa metragem publicados no canal, com “o Jejum a cirurgia da natureza” alcançando já acima da marca de um milhão e cem mil visualizações, enquanto o “Vivendo de frutas” e o “Cura pela alimentação vegetal” próximo da marca de 100 mil visualizações cada. 

Há 15 anos vive em uma dieta exclusivamente crua e há 12 anos coordena o Saúde Frugal ensinando a obter saúde por viver saudavelmente, utilizando uma dieta integral, crua baseada em uma dieta frugívora, sol, sono, exercícios físicos e reintegração com as leis da natureza. É um dos principais divulgadores do crudivorismo brasileiro e o pioneiro a divulgar o frugivorismo no Brasil.  

Dr. Eduardo Corassa Na mídia

TED x Talk

domingo Espetacular

Um pouco da história de eduardo Corassa

Eduardo Corassa vive há 15 anos sem fogão

 

Desde pequeno, tomei decisões contraditórias, não usuais. Entretanto, quando aleguei para família e amigos que estava largando o uso do fogão para não mais “queimar” minha comida, aí sim, definitivamente fui visto como “maluco”, “radical”, “louco”

Nunca havia imaginado, aos 22 anos, o porque de alguém decidir não comer carne, já que eu nunca nem tinha conhecido pessoalmente um vegetariano ou alguém com uma dieta naturalista

Como cresci abrindo a geladeira para consumir alguma coisa empacotada, enlatada, engarrafada, processada e industrializada de alguma maneira, também nunca pensei que meus hábitos alimentares poderiam não ser condizentes com a boa saúde e, ainda por cima, capazes de gerar doenças crônicas degenerativas.

 

Antes de começar a estudar o que é chamado de crudivorismo, ou seja, a prática de se viver de alimentos crus, eu não sabia que a raça humana habitava a terra há 8 milhões de anos, que começamos a cozinhar há 10 mil anos, e comemos da forma moderna ocidentalizada há menos de 100 anos.
Ou seja, toda essa mistura que chamamos de refeição, é algo que só foi praticado por uma parte minúscula da nossa existência. E, menos ainda, sabia eu o que a alimentação moderna poderia causar ao meu organismo.

O que me fez mudar

Devido às condições nas quais nasci – dentro de uma cidade grande, apartamento longe da natureza, pais que não tinham interesse pela área da ciência nutricional ou médica – nunca aprendi o que era correto e o que era errado em termos de alimentação.

Todo tipo de problema de saúde que você possa citar, eu já tive. Cansado, depois de seguir fielmente as recomendações da medicina e nutrição em voga, sofrendo de diabetes, hipertensão, alergias, problemas respiratórios , constipação crônica, fadiga crônica, lombalgia e prestes a fazer cirurgia no nariz e na coluna, decidi buscar por mim mesmo a verdade sobre o porque eu estava sempre doente.

Em pouco tempo de pesquisa, encontrei o chamado veganismo – o vegetariano estrito que não come nenhum tipo de produto animal (leite, mel, queijo e ovos). Em seguida, encontrei o crudivorismo e o frugivorismo.

Acabei esbarrando no fato de que dois cardiologistas do Bill Clinton são veganos (Dr. Ornish e Dr. Esselstyn) e provam desde a década de 90 que a dieta vegana-hipo-lipídica e integral é uma forma de parar a progressão e de se reverter cardiopatias (doenças do coração) e neoplasias malignas (câncer). Descobri, também, que os jornais médicos científicos da atualidade são repletos de pesquisas indicando que o vegano vive mais e é consideravelmente mais saudável que o onívor. Sabemos que uma alimentação “plantbased”, baseada em vegetais é um dos segredos da saúde e longevidade das blue zones (zonas azuis), as civlizações mais saudáveis e longevas do mundo e que pesquisas médicas científicas vem indicando que vegetarianos e veganos tem drástica redução em doenças crônicas e aumento de longenvidade.

Fiquei perplexo como eu nunca tinha ouvido falar sobre isso. Percebi que era isso que eu provavelmente fazia de errado desde pequeno, para vivenciar tantos sintomas. De repente, troquei minha perspectiva e larguei de vez a comida cozida. Nunca mais fui o mesmo.

O que mudou no meu corpo

Em questão de dias, as alergias que meu otorrino alegava que iriam me atormentar para o resto da vida sumiram. Sem remédios ou cirurgia. Frutas e vegetais começaram a ter um sabor extremamente mais prazeroso. Minha respiração era mais limpa, eu não tinha aquele cansaço para acordar pela manhã, meu corpo parecia extremamente mais flexível e bem alongado, minha pele brilhava e ficou muito macia. Comecei a me sentir mais leve e enérgico, conseguia me concentrar muito melhor, exercícios físicos, principalmente os aeróbicos, eram executados com mais facilidade.

Até mesmo meu hálito matinal e odores corporais praticamente sumiram!
Sempre sofri de sobrepeso, mas em uma dieta crua, como até 5 a 6 quilos de comida ao dia, sem nunca mais ter engordado uma grama.

Minha produtividade aumentou de forma inimaginável. Saí de um garoto com baixo rendimento escolar, para notas excelentes na faculdade. Consigo trabalhar intensamente de 7 da manhã às 10 da noite sem me sentir esgotado.

Me formei em uma faculdade e estou acabando a segunda, de nutrição. Criei minha editora própria e publiquei 5 livros. Me especializei no exterior em crudivorismo, criei uma gastronomia frugal gourmet.
Resumindo, ter largado a invenção que foi em outrora extremamente eficaz para que nossa raça sobrevivesse a última era glacial, foi a melhor coisa que fiz na vida.

A rotina de quem não cozinha

Vou uma vez a cada duas semanas ao CEASA, ou uma vez por semana no final da feira, a chamada chepa, compro em torno de 40 a 80 quilos de frutas e vegetais, dependendo se tenho visitas, se tem algo gostoso em promocao, ou se simplesmente vou comer mais ou menos de acordo com a semana (tem épocas que faço curtos jejuns).

Compro uma grande variedade de frutas e vegetais como bananas, mamão, melancia, laranja, tangerina, caquis, figos, jacas, abacaxi, e de vegetais, alface, brócolis, tomate, pepino, pimentão, abobrinha, couve-flor, repolho, couve etc. Frutas posso comprar ate uma vez a cada duas semanas, pois tenho 2 geladeiras, mas vegetais estragam mais rápido e, ao contrário das frutas, você quer eles jovens, ao invés de maduros. Então por isso vou uma vez por semana a feira.

Eu só faço duas refeições. Consumo em torno de 2 a 3 quilos de frutas durante o almoço e mais um quilo a a dois de vegetais e talvez alguma fruta para a janta, ou seja, uma imensa refeição de frutas ou vitaminas, saladas de frutas, sorvetes.

Hábitos de treino e alimentação

Minha janta é bem cedo, antes do sol se por. Ela é composta de saladas, macarrões, arroz de couve-flor, salpicão de repolho, sopas, CRUzidos etc. Sempre uma tigela bem grande, quase que “imensa”, a qual leva em torno de 15 a 20 minutos de mastigação, regada com um molho de tomate, pesto,  hummus, ketchup picante ou outras delícias frugais que vão temperar meus vegetais.

Sou bem ativo fisicamente (jiu-jitsu, corrida, musculação, tênis, etc) e por isso consumo uma grande
quantidade. Entretanto, caso você seja pequeno, sedentário, ou tenha poucos músculos, você provavelmente precisará de menos comida do que eu. Apesar de não aparentar ser um cara muito forte, levanto uma boa quantidade de peso o que indica uma maior quantidade de massa magra. Massa magra é metabolicamente ativa, ou seja, tem um maior gasto calórico.

Entretanto, devo lembrar que saúde não é só dieta, mas todo um estilo de vida. Na natureza, seríamos bem ativos fisicamente para obter nossos alimentos e, portanto, precisaríamos de mais calorias, o que significa mais nutrientes sendo ingeridos.

Ao obter nossa alimentação riquíssima em frutas e vegetais, os alimentos mais ricos em nutrientes, seríamos banhados em abundância pelos fitonutrientes, antioxidantes, vitaminas e minerais, promovendo o retardamento do processo de senescência.